Desperdício de grãos durante transporte é grande na região

perda_de_gros_safra_1 Grãos que vazam das carrocerias dos caminhões podem chegar a 0,25% da produção a cada ano

 

A falta de uma estrutura adequada para escoamento da produção, aliada à falta de uma logística de transporte consistente, acaba provocando desperdícios de grãos pelas estradas. A explicação para as perdas vão desde a má situação das rodovias até as condições inadequadas dos caminhões transportadores, provocando o ‘vazamento’ de um grande volume de grãos pelas rodovias. 

Na terça-feira, 24, a reportagem do Jornal Integração registrou grãos de milho espalhados por quilômetros da rodovia PR-317 entre Formosa do Oeste e Jesuítas. O fato também pode ser visto com maior freqüência na PR-180 entre Nova Aurora e Cafelândia, onde o desperdício durante o transporte é algo espantador, principalmente para quem está na estrada atrás de algum caminhão. Da fonte de produção até o destino final, a quantidade de grãos que fica pelo caminho é algo impressionante, em torno de 0,20% à 0,25%de tudo o que é transportado. 
Em época de colheita, o que mais se vê na beira das rodovias são soja e milho que caem da carroceria dos caminhões durante o transporte do campo até as cooperativas e posteriormente aos portos. Os números das perdas são expressivos e se for pontuar o maior culpado para esses prejuízos, com certeza o grande vilão seriam as péssimas condições das estradas, que provocam a trepidação dos caminhões e o vazamento de grãos pelas carrocerias. 
As más condições representam, na maioria das vezes, gastos com oficinas e perda de muita carga pelo caminho.  Da fazenda até o entreposto das cooperativas as perdas são maiores porque as estradas são piores e o caminhão, muitas vezes, leva mais carga do que o limite. O improviso no transporte também é um problema a ser resolvido. A solução, segundo especialistas, seria, além da adequação dos veículos, a melhoria e nivelamento das vias que levam às grandes rodovias. O caminhoneiro, João de Souza, de Formosa do Oeste conta que constantemente realiza reparos no caminhão para evitar o vazamento dos grãos, mas devido às ondulações nas rodovias e muitas vezes o próprio cascalho das estradas rurais, muita carga fica pelo caminho. “Isso é um problema geral, devido à grande demanda não tem como realizarmos a vedação todos os dias, fazemos o que é possível. Mas os responsáveis pelas estradas também deveriam fazer a parte deles”, disse.  De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Nova Aurora Itacir Braun, num ano de safra recorde, mas com preços reduzidos, a falta de infraestrutura pode comprometer em muito a rentabilidade do produtor. “Tudo isso deve ser melhorado para que não tenhamos essa perda tão acentuada e o aumento dos custos. Tanto os proprietários de caminhões com carrocerias más conservadas, quanto os responsáveis pelas estradas devem se preocupar com esse assunto, o desperdício de grãos deixa de gerar riquezas para todos os setores”, afirmou.
O presidente da Associação dos Caminhoneiros da Região, Jeová Pereira, remete o problema diretamente à falta  de manutenção das estradas, que acaba por danificar os caminhões, gerando ainda mais custos ao caminhoneiro e inviabilizando o trabalho dos profissionais.

 

 

Comentários 

 
0 #1 Nelson Valentim 24/02/2011 16:35
Srs.

apesar de estar proximo aos 50 anos,ingressei na faculdade de Logistica através do ENEM e quero fazer um trabalho cientifico e de pesquisa sobre esse tema.Gostaria muito de receber mais informçãoes sobre esse tema.Por favor me enviem informações sobre esse tema.

Desde já agradeço a atenção.

Nelson Valentim
-Uberlandia-MG
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