Vandalismo deixa orelhões danificados na região

orelhoA culpa, muitas vezes, é da população, que usa e quebra os orelhões; mas as companhias telefônicas deveriam cuidar dos telefones públicos

 

Quem não tem celular para resolver problemas pessoais, se comunicar com parentes e amigos, procura sempre usar o telefone público, conhecido como orelhão. Muita gente também usa os orelhões quando o crédito do celular acaba. No entanto, é difícil encontrar na região aparelhos que funcionem normalmente. A culpa, muitas vezes, é da própria população, que usa e quebra os orelhões. Mas as companhias telefônicas deveriam cuidar mais dos telefones públicos.
Através de uma sugestão de pauta, o Jornal Integração foi conferir como está à realidade dos orelhões em Assis Chateaubriand Cafelândia e Nova Aurora.

Em Assis, a reportagem acompanhou o funcionamento dos aparelhos no centro da cidade. Dos 10 orelhões que a equipe testou na Avenida Tupãssi, cinco não estavam funcionando. Mas na cidade, a situação é mais crítica nos bairros. No Jardim América, o jornal encontrou um orelhão que  não estava funcionando. De acordo com o morador Francisco de Souza, o problema vem de longo tempo. “É difícil quando este aparelho está em condições de uso. Quando está bom, logo aparece um vândalo para estragar. Daí fica por um longo tempo assim, sem manutenção”, disse.

A Oi – empresa que responde pela manutenção dos aparelhos - informa que, como os orelhões são instalados em vias e estabelecimentos públicos, sofrem diariamente danos por vandalismo. De acordo com a empresa, em Assis Chateaubriand existem 208 orelhões, sendo que deste total apenas 32 estão funcionando. Dentre as ações, os vândalos arrancam os fios, monofone, quebram o visor entre outros.

Em Nova Aurora, os locais que mais sofrem com as ações dos marginais são nas proximidades dos colégios. O ano de 2008 foi o que mais registrou atos de vandalismo em telefones públicos, somente num mês a Brasil Telecom (empresa que realizava os serviços de manutenção), registrou 39 consertos e reparações nos aparelhos. Para o representante comercial Bruno Roberto, os transtornos são grandes quando surge a necessidade de utilizar um aparelho na cidade. “Mesmo com todas as tecnologias, às vezes o celular nos deixa na mão, recorremos aos orelhões, mas a maioria dos aparelhos está sem condições de uso. É lamentável, saber que existem pessoas com a mentalidade de destruir o que é público”, afirmou. O que chama atenção também é que alguns aparelhos estão sujos, pichados. Com relação à manutenção, a empresa que fazia este serviço na cidade, procura realizar apenas serviços de manutenção em locais estratégicos, como hospitais, postos de saúde e prédios públicos, pois segundo os técnicos, os custos são altos para o reparo de cada aparelho e muitas vezes em menos de 24 horas os aparelhos já foram danificados novamente.  

Em Cafelândia realidade dos telefones públicos não é diferente. De acordo com o reparador de telefonia, Paulo Slompo, no município existe 85 orelhões e atualmente apenas 20 aparelhos estão em funcionamento. “É difícil encontrar um aparelho em perfeitas condições de uso na cidade’, afirmou. Segundo ele, até pouco tempo atrás, os serviços de manutenção dos orelhões eram feitos diariamente, mas devido ao alto índice de vandalismo a empresa responsável pela reparação dos aparelhos suspendeu os serviços, pois está elaborando um plano de estudo verificando quais em quais locais os orelhões devem permanecer. Enquanto isso a população que depende dos telefones públicos sofrem com as conseqüências.

 

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